Tati - esporadicamente Tatiane. 21 anos.
Prosa e verso em um só saco de mentiras e verdades.
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Fundamental é mesmo o amor...

Às vezes vale a pena voltar ao arquivos.

Sobre o palanque...
É, não me importa quem você traz pra porta da minha casa, muito menos, meu amigo, o que você grita nos microfones. O que me importa é a sujeira que você faz, é o santinho que cai no chão, é a merda que eu ouço.
Grite justiça, e finja cumprí-la. Pose, pose, pose, pose! Que vem a posse, posse, posse, posse! Eu também quero mudança, e como quero, só não quero esta tua mudança de nomes e números, esta que você faz por debaixo dos véus.
Engane aqueles 300 ali, são só mais 300 pra você. Eu caminho passo-a-passo e convenço mais 1 de que neste mundo, muita gente é canalha, e ainda assim, vive a glória.
Solta fogos de artifício, dança o samba, o forró, o axé, e o rock'n'roll... Pão e circo, pão e circo, pão e circo. Não queremos tuas esmolas, meu amigo de polietileno.
Pára a avenida e faz um show, faz a festa, traz a 'cultura' e a 'alegria'... O que você traz pra mim? O que você traz pra mulher que morreu de fome aqui ao lado? O que você traz, meu filho? Vai dar um emprego pros que já estão mortos nas ruas? Ou vai colocá-los num caminhão, e jogá-los fora - como o lixo que você é - na cidade mais longe possível da que ouso chamar de minha?
Ah, claro, você vai repavimentar minha rua - realmente, os rombos estão vergonhosos. Mas e o orçamento? Você vai pavimentar também? Realmente, os rombos estão vergonhosos.
Condecora quem você finge chamar herói - o herói, é você, certo? Condecora seu próprio bolso, e queima o meu ridículo dinheiro... joga os restos no chão. Joga os restos na vala, e finge, finge que é do bem.
Polui, destrói, corrompe, aliena... Vagabundo! Você dorme sobre a mesa da câmara! Você baba e sorri, decadente amigo.
Covarde. O que é isso, companheiro? O que é isso meu Deus...
Minhas lágrimas, com certeza não vão mudar tua postura imunda, nem limpar teu colarinho. Entretanto, minhas atitudes tema! Eu não tenho medo de você. Eu não tenho medo de você.
Os justos, justos, justos... Graças a Deus, ainda vejo justos, e ainda posso acreditar que, um dia, meu senhor, você vai cair na mesma vala que você nos joga, e contigo, enterraremos toda a imoralidade e a corrupção que você carrega como troféus, sob nomes românticos.

Sábado , 31 de Julho de 2004
Eu, um pouco indignada.

Espero o fim dos tempos, enquanto isso. Dos tempos de perdição que se instalaram desde quase-sempre.
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
- "Pra que mudar?"

As coisas não mudam. Não mudam. E isso não é uma indignação pungente e conjuntural - são coisas doendo há anos nessa garganta.
O que é que a gente faz agora?
A gente faz o que sempre fez: fica calado num quarto, enquanto os outros retomam o poder.
Palmas pra elite!
Calaram de novo a voz dos que não se cansam de gritar.
Sim. (Isso não é conformismo. Isso é análise estrutural. Só.)
Tatiane at 13h25 .
[ t� ] [ tudo bem ]